segunda-feira, 2 de maio de 2011

IMPOSTOS NA IDADE MÉDIA E NA ATUALIDADE:

Estudar História só faz sentido se soubermos conciliar os fatos do passado com nossa realidade social atual, numa discussão analítica.
Pois bem. Eis que numa dessas aulas de História, cujo tema principal era a Idade Média, apareceu uma análise da mais alta qualidade reflexiva.
Eu apresentava os impostos (aqueles inúmeros e terríveis impostos) medievais, que não permitiam ao servo vivenciar a mobilidade social. Corveia, talha, banalidades, impostos religiosos tolhiam a classe servil na essência de sua existência social: no trabalho cotidiano.
Bem, até aí nenhuma novidade. Aliás, um tema bastante visto e revisto em qualquer grupo que ouse estudar História seriamente.
Num determinado momento, uma aluna do 2º ano do Ensino Médio propõe a seguinte comparação: os servos medievais pagavam os tributos segundo o "acordo" estabelecido através do costume, que dizia: pague teus impostos que receberás a proteção (seja do senhor feudal, seja da Igreja; proteção física e espiritual, respectivamente). E assim acontecia. Imposto pago, benefício recebido...
E nós, cidadãos de uma sociedade democrática, altamente tecnológica, com acesso à informação de forma instantânea? Nós - refletiu a aluna, deixando-me perplexo, entusiasmado e feliz como professor naquele instante - nós pagamos nossos impostos baseados num acordo também: obtermos proteção social (educação, saúde, seguridade social) do Estado. No entanto, não recebemos nossa parte. E pior, aqueles que podem, além de pagar aquilo que lhe é imposto, pagam mais uma vez por serviços privados que deveriam ser públicos (é a escola particular, é o plano de sáude, é a previdência privada). Pagamos duas vezes e não recebemos tudo.
Ufa... terrível, não é?
Terrível realidade e brilhante observação feita pela aluna Catarina Stevanato Soares, do 2º B do Ensino Médio.
Obrigado, Catarina, por abrilhantar a aula com lucidez e senso crítico.
A nós, cidadãos, fica a provocação.
Um grande abraço!

4 comentários:

  1. Nossaaaa! ai está uma grande chance pro Brasil entrar em revolução! Hahaah... Hmm.. Mas porque não? Alguém precisa sensibilizar as pessoas pelo uso do fato sociológico!

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  2. É, aí já podemos nos deparar com grande decepção a comparação da Idade Média, com os dias atuais. É há algum tempo é assim, pagamos, somos roubados, e não fazemos nada, é um ciclo que nós criamos, a população brasileira junto ao governo, onde só nós podemos mudar. Sim Nick, precisamos sensibilizar as pessoas, precisamos lutar por um espaço nosso neste País, coisa que poucos fizeram com determinação, e acredito também que daqui uns anos, talvez ocorra alguma pequena mudança política no nosso País, mas pra isso precisamos passar conhecimento, informações...Educação. Pois só assim juntos iremos mudar alguma coisa aqui. E acredito que quando isso acontecer, iremos calar a boca de muitos e muitos. Enfim, não devemos nos deixar levar por histórias do passado, nos decepcionar com fatos do presente... Devemos mesmo é construir um real futuro.

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  3. Olá meus caros!
    Muito obrigado pela enriquecedora participação de vocês.
    Nick, ficamos sim nervosos com toda essa situação. Veja: estudar Históia serve para isso. Lembra do que falamos no início de nosso curso? Estudar História é entender o presente através da análise dos fatos passados, para produzir um futuro melhor. Sim, voce entendeu bem isso.
    Rafael, você e o Nick pegaram o centro da questão. Estamos sim falando de política. Política no sentido amplo, greco-romano. Política que pede a participação plena do cidadão na construção da sociedade.
    Mas para que serve estudar o passado senão para nos impulsionar de forma lúcida para o futuro.
    Agradeço aos amigos pela participação provocadora!
    Um grande abraço aos dois!

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  4. meu professo acabo de mi mandar uma pesquisa com esse assunto com esse titulo no mesmo dia...

    que conhecidencia escrevi certo ,,conhecidencia?

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